A telemonitorização no tratamento do doente com SAOS durante a pandemia

A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é um distúrbio respiratório comum, frequentemente não reconhecido e, embora não existam estudos epidemiológicos em Portugal, e segundo o Plano Nacional para as Doenças Respiratórias, estima-se que a prevalência da SAOS na população portuguesa (adultos) seja cerca de 20%.

Clinicamente caracteriza-se por episódios recorrentes de cessação total (apneias) ou parcial (hipopneias) do fluxo aéreo oronasal – ou seja, paragens involuntárias na respiração durante o sono – provocada por um colapso (obstrução) da via aérea superior durante o sono.

A Linde Saúde está a implementar o Projecto LISA® eSleep em vários hospitais do país, tendo como principal objectivo contribuir para a melhoria do processo de acompanhamento terapêutico dos doentes com SAOS. O LISA® eSleep assenta em três eixos fundamentais: tecnologia de dados, equipas de profissionais de saúde dedicadas e alinhamento do processo de acompanhamento do doente desde o hospital, cuidados de saúde primários aos cuidados respiratórios domiciliários.

Um artigo de opinião de João Tiago Pereira, Product & Business Development Manager Linde Saúde. Veja mais aqui.

centro linde saúde

Linde Saúde abre centro dedicado ao apoio no tratamento da patologia do sono

A Linde Saúde acaba de abrir um centro, em Lisboa, de apoio no tratamento de doentes com síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS). Um centro com um conceito de proximidade que, nas primeiras semanas, já realizou mais de 300 serviços e 88% dos doentes classificou o serviço como “Muito Bom” ou “Excelente”.

Este é um serviço complementar à terapia do sono fornecida pelo programa LISA® (Leading Independent Sleep Aide), da Linde Saúde, um programa focado no doente para o tratamento do distúrbio do sono que é a apneia obstrutiva do sono.

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Este centro localiza-se no Parque das Nações, em frente à estação de serviço da Repsol e está aberto de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 19h. E disponibiliza os seguintes serviços para os clientes LISA®:

– Inícios de terapia com CPAP e Auto-CPAP

– Visitas de seguimento da terapia de CPAP e Auto-CPAP

– Resolução de problemas técnicos

– Oximetrias (apenas com indicação médica)

Para saber mais sobre as consultas clique aqui.

A Reabilitação Respiratória é um trabalho em equipa!

A DPOC é “uma doença respiratória crónica que tem a ver com uma dificuldade de respirar permanente, motivada por problemas na área dos bronquios e dos pulmões. É uma espécie de “chapéu” para uma série de doenças como a bronquite ou o enfizema (a perda de elasticidade do pulmão que dificulta a capacidade de respirar).

Segundo a Respira, estima-se que 14,2% da população Portuguesa viva com DPOC. Destes, menos de 2% tem acesso ao tratamento de reabilitação respiratória. Uma situação que se viu totalmente bloqueada durante a pandemia de COVID-19 quando os pacientes se viram impedidos de continuar a terapêutica nos hospitais.

Saiba mais sobre a importância da reabilitação respiratório e o protocolo estabelecido entre a Respira e a Linde Saúde aqui.

Respira e Linde Saúde assinam protocolo de cooperação para a promoção da Reabilitação Respiratória

A Respira – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas e a Linde Saúde acabam de assinar um protocolo de cooperação.

Este protocolo pretende promover o acesso da Reabilitação Respiratória domiciliária às pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) e outras doenças respiratórias crónicas.

Em Portugal, estima-se que 14,2% da população com mais de 40 anos (cerca de 800.00) viva com DPOC, muitos sem diagnóstico confirmado. Segundo Normas de Orientação Clínica (NOC) da DGS, todos os casos sintomáticos, bem como outros casos de doença respiratória crónica estabilizada, deveriam fazer reabilitação respiratória. Este é um tratamento ao qual apenas 0,5% a 2% têm acesso, em Portugal.

No sentido de combater estes números e promover o acesso dos seus associados a este tratamento, a Respira assinou um protocolo de cooperação com a Linde Saúde. Referindo que a Linde Saúde está também a implementar o serviço de Reabilitação Respiratória Domiciliária.

A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença que aprisiona uma pessoa dentro do próprio corpo

Doença neurológica degenerativa, progressiva e sem cura, que se caracteriza pela fraqueza e atrofia muscular. O tempo de vida é demasiado curto.

Rosa Pestana conta o que aconteceu e as voltas que a vida deu. Há oito anos, a sua mãe foi diagnosticada com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e o chão tremeu. “Toda a família levou com o primeiro balde de água gelada. Ouvíamos falar da doença, mas não estávamos preparados para o impacto familiar.

Entre consultas de neurologia, fisioterapia, terapia da fala, pneumologia, gastroenterologia. Uma panóplia de especialidades médicas envolvidas, houve necessidade de transformar divisões da casa e adquirir equipamentos que ajudassem à mobilidade e comunicação”, recorda.

Acompanhe o testemunho de Rosa Pestana aqui.

deixe de fumar

O regresso gradual à normalidade: uma oportunidade para deixar de fumar

O tabaco é o principal fator de risco para o cancro do pulmão e para as doenças respiratórias como a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica) que origina tosse e falta de ar. Estas doenças quando associadas à COVID-19 aumentam drasticamente o número de complicações.  Afinal, os fumadores, segundo a evidência científica, têm sintomas mais graves, maior necessidade de ventilação invasiva e maior mortalidade.

Deixar de fumar pode, desta forma, ser especialmente importante para reduzir a gravidade e a mortalidade por COVID-19, uma vez que a cessação tabágica tem um impacto positivo imediato na função pulmonar e cardiovascular. Um impacto que pode aumentar a capacidade individual para responder à COVID-19 e reduzir o risco de morte.

A pandemia da COVID-19 tem sido um incentivo para algumas pessoas deixarem de fumar. Segundo os dados preliminares de um estudo realizado pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), divulgados no dia 31 de maio, no âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco, mais de 30% dos inquiridos reduziu o consumo de tabaco ou deixou de fumar espontaneamente e mais de metade tentou deixar de fumar, mesmo na ausência de qualquer ajuda específica. No entanto, o  stress e a incerteza associados à pandemia poderá ter sido a causa que levou 25% dos inquiridos a aumentar o consumo de tabaco.  O processo de desconfinamento poderá ajudar a atenuar estes números, particularmente numa altura em que cuidar da saúde respiratória nunca foi tão fundamental.

Testemunhos

Sabemos que deixar de fumar não é fácil, é um processo que difere de pessoa para pessoa.  A plataforma Sapo Lifestyle conversou com três mulheres que, com recurso a métodos diferentes, adotaram aquela que consideram ser uma das melhores decisões das suas vidas. Se também está a ponderar deixar de fumar, inspire-se nestes testemunhos! Saiba mais sobre as diferentes histórias aqui e agarre a sua oportunidade para deixar de fumar.

Apneia do sono: segurança rodoviária

Apneia do sono: A doença que levou Lucinda a adormecer três vezes ao volante

Lucinda Mesquita, 65 anos, sofre de síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS), uma condição caracterizada por paragens respiratórias. Estas paragens repetiam-se várias vezes ao longo da noite e que originam diminuição dos níveis de oxigénio no sangue.

Este sintoma representa um dos principais fatores de risco para acidentes de viação. Estima-se que a sonolência diurna seja responsável por 10 a 30% de todos os acidentes de viação. Além disso, são também a principal causa de acidentes fatais. Doentes como Lucinda, mas que não estejam diagnosticados e tratados, têm três vezes mais probabilidade de ter um acidente de viação.

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A telemonitorização como auxiliar ao tratamento da IC

É estimado que existam cerca de 400 mil doentes com IC em Portugal, com uma taxa de 4% de prevalência. Como afirma a coordenadora do programa, esta prevalência gera custos elevados, em termos de hospitalizações e consultas, para enumerar algumas.

Além disso, ainda que possa afetar todos os grupos populacionais, a IC é mais comum entre as camadas mais idosas, sendo a causa mais comum de internamento após os 65 anos.

“A telemonitorização pode ser útil em termos de grande vigilância do doente, para evitar descompensações, impedir que o doente seja rehospitalizado, ou mesmo hospitalizado pela primeira vez, e até diminuir a mortalidade”, começa por explicar a Prof. Doutora Dulce Brito. E acrescenta ainda “os efeitos positivos da vigilância conferida pela telemonitorização dependem “dos tipos de insuficiência cardíaca”.

Saiba mais sobre a telemonitorização aqui.

cansaço

Ressonar, acordar cansado, adormecer em qualquer lugar. A privação do sono é grave

A privação do sono e suas perturbações podem ter consequências graves. Os sinais normalmente são detetados pelos parceiros. Ressonar, paragens respiratórias durante o sono, engasgamentos ou sono agitado com vários despertares. Sono pouco repousante, cansaço ou fadiga, alterações na atenção e concentração, dores de cabeça ao acordar e levantar.

Susana Sousa, pneumologista , refere que “a sonolência diurna excessiva e a diminuição da atenção podem alterar a produtividade e aumentar os erros ou acidentes laborais.” “A sonolência durante a condução é também causa frequente de acidentes de viação. Frequentemente as doenças do sono atingem o casal e a própria família.

A ansiedade e depressão são verificadas, muitas vezes, nos parceiros, causadas por consecutivas noites sem qualidade de sono, pelo ruído causado pelo ressonar ou pelas pausas respiratórias durante a noite. A irritabilidade e o isolamento social levam frequentemente ao conflito e é responsável por muitas separações”, sublinha a especialista.

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lavar as mãos

Principais recomendações para se proteger do novo Coronavírus

As pessoas com doenças respiratórias crónicas podem ter o sistema imunitário mais debilitado e ser mais suscetíveis a apanhar vírus, pelo que nesta altura em que o novo Coronavírus é uma preocupação e ameaça à saúde, os cuidados devem ser redobrados, especialmente por quem tem doenças crónicas.

Eis algumas medidas de etiqueta respiratória e de higiene que ajudam a prevenir a infeção por COVID-19 (o novo coronavírus). Estas medidas devem ser adotadas por todos:

Etiqueta respiratória:

  • Tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • Utilizar um lenço de papel ou o braço para espirrar ou tossir, nunca as mãos;
  • Deitar o lenço de papel no lixo após uma utilização;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir.

Reforçar as medidas de higiene:

  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou com uma solução de base alcoólica;
  • Evitar contacto próximo com doentes com sintomas de infeções respiratórias.

É importante referir que não está indicado o uso de máscara para proteção individual, exceto nas seguintes situações:

  • Pessoas com sintomas de infeção respiratória (tosse ou espirro);
  • Suspeitos de infeção por COVID-19;
  • Pessoas que prestem cuidados a suspeitos de infeção por COVID-19.

As pessoas infetadas podem apresentar sinais e sintomas de infeção respiratória aguda como febre, tosse e dificuldade respiratória. Em casos mais graves pode levar a pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos e eventual morte.

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