Doenças Respiratórias matam cada vez mais em Portugal

No passado dia 23 de novembro realizou-se a apresentação do 12º relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR).

Nesse sentido, a TVI entrevistou o Prof. José Alves e o Dr. António Carvalheira Santos, no âmbito dos resultados apresentados no relatório.

Em resumo, a peça jornalística menciona os seguintes:

Existem 3 fatores chave para combater o número de internamentos e de mortes por doenças respiratórias em Portugal:

  • Maior acessibilidade aos cuidados de saúde
  • A redução de hábitos tabágicos
  • Uma taxa de vacinação contra a pneumonia mais alta

No ano passado a vacina da pneumonia passou a ser comparticipada, mas ainda assim custa cerca de 50€, e muitos não a chegam a tomar.

Segundo o Dr. Carvalheira Santos, doentes com  “insuficiência cardíaca, insuficiência respiratória, insuficiência renal deviam estar vacinados contra a pneumonia. A vacinação é o primeiro factor para prevenir que a pessoa não tenha a doença.”

O Prof. Dr. José Alves adiciona que “é preciso promover a vacinação, que é um dos objetivos da FPP, quer contra a gripe anualmente, quer contra a pneumonia.”

As doenças respiratórias matam cada vez mais em Portugal, os dados que constam da 12ª edição do relatório do ONDR indicam que em 2015 morreram 22.767 pessoas o que representa um aumento de 24% em relação a 2006. Há mais internamentos e mais pessoas submetidas à ventilação mecânica. Relativamente aos dados de 2006, aumentaram em 167% o número de pessoas que precisam deste tipo de ajuda, episódios que são menos prováveis quando se deixa de fumar. O tabaco é um dos principais responsáveis pelo aumento da produção de muco composto por proteínas e açúcares.

“Proteinas, açúcares e o quentinho do nosso corpo é um berçário para o desenvolvimento de vírus e bactérias, portanto, uma das medidas muito importante de implementar é parar os hábitos do tabaco” , afirma o Dr. Carvalheira Santos

O estudo sublinha que são menos de 2% dos doentes com indicação para a reabilitação respiratória que têm acesso este tratamento nos poucos centros de reabilitação que existem em Portugal.

 

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