Fundação Portuguesa do Pulmão recomenda espirometrias antes dos 40 anos para alterar a prevalência da DPOC

Por ocasião dia Mundial da Doença Obstrutiva Crónica (DPOC), que se assinala no dia 21 de novembro, a Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) alerta para a necessidade de se alterar a epidemiologia da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) para diminuir a prevalência da doença grave, a morbilidade e a mortalidade.

Atualmente é aconselhado que a partir dos 40 anos todos os fumadores realizem espirometria – um exame que permite avaliar a função pulmonar –, mas a Fundação Portuguesa do Pulmão considera errado esperar por essa idade, uma vez que os efeitos do tabagismo na perda de função pulmonar são irrecuperáveis, sendo preciso detetar estas alterações o mais precocemente possível, de forma a evitar os casos graves, eventualmente fatais de DPOC.

Estima-se que em 2020 a DPOC seja responsável por mais de 3 milhões de óbitos, sendo a sua principal causa o tabagismo. É importante que a população saiba que os danos do tabaco são irrecuperáveis, é importante que a espirometria seja realizada o mais cedo possível. Os fumadores com DPOC são doentes muito antes de terem algum sintoma, por isso quanto mais cedo realizarem o exame, mais cedo podem deixar de fumar e tratar a sua saúde, alerta a FPP. Temos de olhar para este exame da mesma forma que um cardiologista olha para um eletrocardiograma, como um exame de rotina que deve ser realizado frequentemente para se evitar complicações.

Já nos casos do diagnóstico de DPOC é preciso garantir que estes doentes fazem tratamento de reabilitação respiratória. Uma vez que, apesar de pelas guidelines internacionais este tratamento ser reconhecido como uma intervenção obrigatória, em Portugal apenas 2% da população tem acesso ao mesmo.

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