Saúde: o futuro passa pelos serviços médicos à distância

Qual o papel e o futuro da telessaúde na prestação de serviços médicos? É isso que estará em discussão no Funchal, O patologista Sobrinho Simões é um dos convidados e vai abordar a utilização da patologia digital.

A telemedicina, que engloba diversas formas de prestação de serviços médicos à distância e possibilita, por exemplo a consultas de especialidade à distância entre um centro de saúde e um hospital central, começou a ganhar forma em Portugal há cinco anos.

Em 2013, o Grupo de Trabalho de Telemedicina partia para o terreno e três anos depois dava lugar ao Centro Nacional de Telessaúde, que tinha como plano concretizar a implementação dos serviços de teleconsultoria clínica, telepatologia, teleassistência, rastreio teledermatológico e telessaúde nos serviços de saúde e prisões.

Cinco anos depois, a telessaúde – que está no centro das atenções num congresso que decorre no Funchal, Madeira – continua ser implementada de forma progressiva de norte a sul do país, ilhas incluídas.

«Regista-se ainda alguma resistência à inovação da parte dos profissionais de saúde, nomeadamente de alguns clínicos e da própria Ordem dos Médicos»

Luís Gonçalves, presidente da Sociedade Ibérica de Telemedicina e Telessaúde (SITT), considerado o «pai» da telemedicina, não têm dúvidas da importância desta prestação de cuidados de saúde à distância. «A e-saúde vai obrigatoriamente ser englobada nos sistemas de saúde de forma progressiva», diz à Notícias Magazine, acrescentando que a mesma tem como objetivo fornecer uma saúde de primeira qualidade. «Isso é possível com a diminuição dos tempos de espera, o que aumenta as hipóteses de boas práticas clínicas, nomeadamente no campo da oncologia», explica.

Uma melhor prestação de serviços de saúde aos cidadãos e menos custos com transportes e deslocações. «Para as populações, a mais-valia é a melhoria muito significativa de acessibilidade, melhorando a eficiência e eficácia na prestação de cuidados», diz.

Ainda assim, o responsável nota alguma desconfiança. «Regista-se ainda alguma resistência à inovação da parte dos profissionais de saúde, nomeadamente de alguns clínicos e da própria Ordem dos Médicos, tendo em consideração declarações recentes do senhor bastonário, mas há um crescente apoio da maioria dos profissionais de saúde e das instituições do Ministério da Saúde e privados», diz.

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