Transplantação pulmonar: uma história de sucesso que conhece a sua primeira Associação

Criada em março deste ano, a Associação de Transplantados Pulmonares de Portugal (ATPP) já foi aceite na European Lung Foundation (ELF) como membro da Rede Europeia de Organizações de Doentes e encontra-se a dar os primeiros passos com “muita motivação e empenho”. O My Pneumologia esteve à conversa com Ricardo Pires, presidente da direção da ATPP, sobre o estado da transplantação pulmonar em Portugal e sobre as espeficidades desta operação que estão na base da missão da Associação.

O 30.º transplante pulmonar realizado só este ano no Hospital de Santa Marta, colocou Portugal no grupo dos países que realiza mais cirurgias deste género, uma história de sucesso em Portugal, “graças ao empenho e trabalho de uma equipa multidisciplinar, à melhoria das condições e da política relacionada com a recolha de órgãos e ao aperfeiçoamento de técnicas de intervenção”, defende o presidente da ATPP. No entanto, nem tudo é fácil neste processo, antes pelo contrário: os transplantes pulmonares são um dos procedimentos cirúrgicos mais difíceis de efetuar e os dados disponíveis mostram que só é possível utilizar 33% dos pulmões doados, um valor, ainda assim, superior à média europeia.

O Hospital de Santa Marta é o único hospital português que desde 2001 realiza esta operação. Quase 20 anos depois de ter sido realizado o primeiro transplante pulmonar em Portugal, o país assume um lugar de destaque no domínio da técnica, uma realidade que Ricardo Pires atribui à aposta na formação dos profissionais. “Nestes 20 anos notou-se uma evolução tanto a nível técnico como de pessoal. Principalmente através da reorganização da equipa em 2007, a consolidação das técnicas utilizadas evidenciou uma melhoria sustentada de resultados”, refere.

Conforme relata ao My Pneumologia o representante da ATPP, a transplantação pulmonar está indicada para doentes com doença pulmonar crónica terminal que estejam sob terapêutica médica otimizada, para as quais não exista outra alternativa e que não apresentem contraindicações. Em Portugal, os dados disponíveis mostram que a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) é a patologia que mais conduz os médicos a optarem pelo transplante, representando 42% do total de cirurgias, seguindo-se a pneumonia intersticial descamativa e a fibrose quística.

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