Transplante de pulmões obriga a mudança radical de rotina

O transplante pulmonar significa, para muitas pessoas, a última esperança de sobrevivência e todos têm que enfrentar o mesmo desafio: as listas de espera. Mas, se por um lado, a cirurgia significa uma nova oportunidade, o transplante pulmonar obriga também a uma mudança radical nos hábitos de cada doente.

Isto porque “o risco de infeção depois de um transplante é elevado, uma vez que os pulmões se encontram expostos constantemente ao ar, que contém bactérias que podem provocar doenças”, disse ao Correio da Manhã Maria Manuela Santos, vice-presidente da Associação de Transplantados Pulmonares de Portugal.

O transplante de pulmão é feito em doentes cujos órgãos já não cumprem as suas funções. “A maioria das pessoas submetidas à cirurgia já teve ou tem doença pulmonar obstrutiva crónica, fibrose pulmonar idiopática, fibrose cística, entre outros problemas”, explicou ao CM Carla Damas, pneumologista no Hospital de São João, no Porto.

Ainda assim, nem todos os utentes com doenças pulmonares associadas podem realizar o transplante. Utentes com idade superior a 65 anos ficam automaticamente excluídos da lista de espera. Depois da cirurgia, os transplantados fazem medicação específica e têm que seguir consultas regulares.

Doença diagnosticada aos 3 anos

Beatriz Salgueiro, estudante de Psicologia, fez um transplante pulmonar em 2016. “Recebi o diagnóstico da bronquite obliterante aos três anos de idade. Por isso, quando me disseram que tinha que ser transplantada, não fiquei surpreendida”, conta a jovem, de 24 anos. Realizada a cirurgia, confessa que notou “imensas diferenças no respirar”. Beatriz teve de recorrer à ventilação não invasiva, o que a ‘ensinou’ “a respirar de uma certa forma – a correta”, assegura.

Alimentos gordos e crus excluídos de dieta rigorosa

Os utentes submetidos a uma cirurgia de transplante pulmonar têm que ter uma dieta rigorosa, o que implica ter cuidados acrescidos e até mesmo restrições na alimentação. O peso é uma das preocupações dos especialistas.

Para ler a reportagem, clique aqui